quinta-feira, 31 de março de 2016

Recordando: II Congresso da CNIS

Há muitos portugueses que se entregam, 
com entusiasmo, 
ao serviço dos feridos da vida

No Gabinete de Imprensa
Tive o privilégio de participar, como convidado, no II Congresso da CNIS (Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Nacional), que se realizou em Fátima no último fim de semana de janeiro de 2006. E digo que foi um privilégio porque tive o grato prazer de reencontrar centenas de dirigentes e funcionários das IPSS, que há muitos anos se dão, com total entrega, à causa da solidariedade social no nosso País. 
Quando se prega que a nossa sociedade é egoísta, onde cada um procura resolver os seus problemas, muitas vezes pisando quem encontra pela frente, é justo sublinhar o trabalho e o esforço de tantos dirigentes que vivem, no dia-a-dia, o voluntariado, sempre em favor dos feridos da vida. 
Foram essas pessoas, de todas as idades, que, durante dois dias, equacionaram obstáculos e formas de os ultrapassar, que trocaram experiências no sentido do enriquecimento mútuo, que encontraram outras e bem diversas realidades, que se indignaram com a lentidão com que os problemas da solidariedade social são resolvidos, com o abandono a que são votadas instituições, por parte de departamentos estatais. 
Foi gratificante sentir e ficar a saber que as IPSS portuguesas representam uma “expressão única na Europa”, obviamente pela positiva, que houve gente que saiu do congresso com vontade de fazer mais e melhor na luta contra pobreza, contra a marginalidade, contra as dependências e contra a solidão de tantos. 
Foi muito bonito ver gente jovem a dialogar com os mais velhos, uns e outros aprendendo e ensinando, numa perspetiva de criarem, nas suas instituições, alternativas a processos talvez obsoletos, ou de responderem a novos desafios que a sociedade e as pessoas vão sentindo, não raro envergonhadamente. 
Por tudo isso, valeu a pena ter estado dois dias com tanta gente generosa e de sorriso franco, e com muito optimismo em relação ao futuro. 

Fernando Martins 

Janeiro | último fim de semana | 2006

quarta-feira, 16 de março de 2016

Rosa Elvira: Nem à mesa se fala por causa da televisão

 Uma servidora da igreja de São Pedro há 25 anos

Rosa Elvira Teixeira
Rosa Elvira Teixeira, 87 anos, está ao serviço da Igreja de São Pedro da Cale da Vila, Gafanha da Nazaré, há 25 anos. Tem a responsabilidade de abrir a igreja antes das cerimónias, de cuidar com outras pessoas da limpeza e asseio do templo e de preparar tudo para a celebração da Eucaristia. E depois de os serviços litúrgicos terminarem não regressa a casa, mesmo ao lado da igreja, sem antes verificar se fica tudo em ordem. Recebeu este mandato, como faz questão de explicar, de seu pai, José Fernandes Casqueira, mais conhecido por José Parrachoche, primeiro sacristão da igreja de São Pedro. 
Garante, para que não haja dúvidas, que tudo faz de graça, pelo «carinho especial que tem pela capela [é assim que se refere à igreja] de São Pedro», mas ainda por querer cumprir o pedido de seu pai, na altura adoentado. Faleceu aos 95 anos, tendo sido o mais velho trabalhador durante a construção do novo templo, sendo pessoa muito respeitada na Gafanha da Nazaré.

terça-feira, 15 de março de 2016

Nossa Senhora dos Navegantes

27 vídeos no You Tube


«A festa de Nossa Senhora dos Navegantes tem como maior atracção a procissão náutica pela Ria de Aveiro, num itinerário com início no Cais dos Bacalhoeiros e termo no Forte da Barra, contornando todo o porto de pesca longínqua («bacalhoeiro»), terminal industrial e o novo porto comercial.
Realiza-se no terceiro domingo de Setembro.»

Gafanha da Nazaré, Ílhavo, Aveiro

Ver Comunidade Portuária de Aveiro

domingo, 13 de março de 2016

Almoços para estimular o sentido de partilha

No Centro de Recursos Mãe do Redentor 

Voluntários - Cozinha
No passado domingo, 28 de fevereiro, realizou-se mais um almoço comunitário, no Centro de Recursos Mãe do Redentor. Salão cheio para 170 refeições, a 15 euros por pessoa, cujo lucro económico reverterá para as múltiplas despesas de uma comunidade católica ativa como a da Gafanha da Nazaré. Dizemos económica porque há outras vertentes tão ou mais importantes do que o dinheiro. Referimo-nos, concretamente, como bem salientou o Padre César Fernandes, ao espírito de partilha e de unidade, envolvendo pessoas de todos os lugares da paróquia. Mas ainda há uma mesa, de há dois anos para cá, de paroquianos da Encarnação, os quais se mostram gratos desta forma pela maneira como o povo da Nazaré colaborou em iniciativas do género daquela paróquia, em prol da igreja da Senhora da Encarnação.

Aspeto do salão
Entrámos na cozinha perto das 13 horas. Ia iniciar-se a refeição e a azáfama era enorme naquele espaço fulcral, porque o desejo de quem ali trabalha tem sido o de servir muito bem, porque é fundamental estimular o gosto de estar presente nestes almoços.
Custódia Lopes, que colabora nesta tarefa há bons anos, disse que os trabalhos começam na sexta-feira anterior, com a preparação do salão, e no sábado a cozinha entra em ação com os cozinhados e outros preparativos. 
Para este almoço, a azáfama começou no sábado. O chefe da equipa, Manuel Sardo, fez a aquisição dos ingredientes necessários, e toda a gente entrou em funções, sem margem para erros. A sopa de legumes fica por conta do chefe, «que não deixa ninguém pôr lá as mãos», garante a Custódia. 
O “bacalhau à chefe”, que é passado por farinha e ovo, com uma pequena fritura, vai depois ao forno, a que se acrescenta uma cebolada. É acompanhado com batata cozida. Afirma a Custódia que as sobremesas tinham salada de frutas e doces oferecidos por alguns participantes. Vinhos e sumos são da conta da organização.

Serviço das mesas
Operam na cozinha seis pessoas e cinco no serviço das mesas. 
À volta dos tachos estava a Maria José, que alinha nesta cooperação desde que Manuel Sardo assumiu os almoços comunitários. E garante, com sorriso aberto, que na cozinha a sua especialidade «é fazer o que for preciso». Aliás, o sorriso era apanágio de toda a equipa. 
A Maria José faz isto com gosto, tal como o seu marido e os demais que por ali se movimentam apressados, mas com ordem. Falou sem suspender o que estava a fazer.
Carlos Sardo dirige o serviço das mesas, sublinhando que a missão de todos é oferecer «o melhor possível para que todos se sintam bem e com vontade de voltar». «Há o cuidado de cozinhar com qualidade e de apresentar os pratos com gosto», frisou. E acrescenta que cada servidor das mesas atende 30 a 40 pessoas. 
Sobre a animação, que porventura possa haver, Carlos Sardo adianta que só existe quando há alguém disponível para tocar e cantar.
Luís Conceição, que participa na qualidade de membro do agrupamento dos escuteiros, diz que vem ajudar para bem da comunidade, «sempre que necessário», reconhecendo que «o convívio aproxima as pessoas e desenvolve o sentido de partilha». Lembrou ainda que, como escuteiro, está «Sempre Alerta para servir». E refere que gosta desta organização, salientando: «Em equipa que serve bem não se mexe, mas pode ser reforçada.»

Fernando Martins

Nota: Texto publicado no Timoneiro; Fotos de Custódia Lopes

terça-feira, 1 de março de 2016

Unção dos doentes e idosos na igreja matriz

É difícil aliviar o sofrimento dos doentes, 
mas não é impossível minimizar as suas dores

Doentes e idosos 


Padre César
Padre Sarrico 

«É nossa missão neste mundo dar frutos de bondade, de misericórdia, de ternura, de amor, de acompanhamento do outro e de porto de abrigo para aqueles que estão em situações mais débeis», afirmou o nosso prior, Padre César Fernandes, na homilia da Eucaristia dedicada aos doentes e idosos da nossa paróquia, celebrada no domingo, 28 de fevereiro, pelas 11h15, na igreja matriz. Com o nosso prior, concelebrou o Padre João Sarrico. Foi uma Eucaristia especial, porque nela foi ministrado o sacramento da Unção dos Doentes. 
Alguns idosos e doentes mais debilitados foram ajudados na deslocação à nossa igreja pelos seus familiares. Utentes do Lar Nossa Senhora da Nazaré também participaram, por expressa vontade dos mesmos, contando com a ajuda de dirigentes e funcionários, que neste dia, fora das horas de serviço, levaram à prática o seu espírito de voluntariado.

A BARCA VAI FICAR NO CAIS

Os que mais amo na vida: Lita, João, Aida, Fernando e Pedro  A Barca da Ponte da Cambeia vai ficar no cais. O homem do leme, que eu fui...