Unção dos doentes e idosos na igreja matriz

É difícil aliviar o sofrimento dos doentes, 
mas não é impossível minimizar as suas dores

Doentes e idosos 


Padre César
Padre Sarrico 

«É nossa missão neste mundo dar frutos de bondade, de misericórdia, de ternura, de amor, de acompanhamento do outro e de porto de abrigo para aqueles que estão em situações mais débeis», afirmou o nosso prior, Padre César Fernandes, na homilia da Eucaristia dedicada aos doentes e idosos da nossa paróquia, celebrada no domingo, 28 de fevereiro, pelas 11h15, na igreja matriz. Com o nosso prior, concelebrou o Padre João Sarrico. Foi uma Eucaristia especial, porque nela foi ministrado o sacramento da Unção dos Doentes. 
Alguns idosos e doentes mais debilitados foram ajudados na deslocação à nossa igreja pelos seus familiares. Utentes do Lar Nossa Senhora da Nazaré também participaram, por expressa vontade dos mesmos, contando com a ajuda de dirigentes e funcionários, que neste dia, fora das horas de serviço, levaram à prática o seu espírito de voluntariado.

À homilia, o nosso prior referiu que muitos doentes sofrem de «mil maneiras» dores físicas e morais, dores emocionais e outras, inúmeras vezes provocadas pelos filhos e familiares que nem os visitam. Disse que, nesses momentos, «é difícil aliviar o sofrimento dos doentes, mas não é impossível minimizar as suas dores».
«Sabemos que a medicina está avançada e que a medicação ajuda a suportar as dores e os males», disse o Padre César, mas não deixou de salientar que há uma medicação, porventura muito mais importante, que é «a medicação de proximidade». O saber ouvir e o dar atenção a quem sofre «podem transformar situações insuportáveis, por vezes até de desespero e de abandono, em caminho sereno». 
O Padre César afirmou que alguns idosos e doentes dizem e sentem que estão no fim do caminho, no fim da linha, pelo que é obrigação de todos proporcionar «a estes nossos irmãos um sofrimento mais aceitável», só possível «se os reconhecermos como pessoas».
Citando o Papa Francisco, acrescentou que, nos momentos de desespero, há «uma chave para descobrir o sentido mais profundo da doença», fazendo nela «o caminho para chegar a Jesus Cristo», que carregou a sua Cruz, «ajudando-nos a carregar também a nossa cruz». «É deste modo que eu queria que todos olhássemos para o sofrimento, para a dor, para a doença», disse.
Numa alusão ao Evangelho deste domingo, onde se fala da parábola da figueira que não dava fruto, mas a quem foi dada mais um ano para dar figos, sob pena de ser cortada de vez, o nosso prior concluiu a sua homilia dizendo que «é nossa missão neste mundo dar frutos de bondade, de misericórdia, de ternura, de amor, de acompanhamento do outro e de porto de abrigo para aqueles que estão em situações mais débeis». 
No final da missa, o Padre César agradeceu a presença de todos, nomeadamente, aos idosos e doentes e seus familiares, aos Ministros Extraordinários da Comunhão que tudo organizaram, tornando possível esta celebração que há anos não se fazia.
Na paróquia, há 25 ministros da comunhão para cerca de 80 doentes visitados. 

Fernando Martins

NOTA: Texto e fotos para o n.º de março do "Timoneiro"



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